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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Atlético-PR bate o Flamengo e cola no G-4

A eficiência superou a vontade e a persistência. Neste domingo, o Atlético-PR provou que continua firme na briga por uma vaga na Libertadores da América. Aplicado em sua proposta, o time do técnico Sérgio Soares soube suportar a pressão do Flamengo, fora de casa, e conquistou uma vitória que o consolida como postulante ao G-4 do Brasileirão. No estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, distante 120 km do Rio, o Furacão derrotou os cariocas por 1 a 0, gol de Paulo Baier, de pênalti. Placar simples, magrinho, mas com sabor de goleada. Na 34ª rodada, a equipe paranaense assume a quinta posição e chega a 53 pontos, dois a menos que o Botafogo, que é o quarto.

Vanderlei Luxemburgo conhece a primeira derrota dele no comando do Rubro-Negro. Antes, havia conquistado duas vitórias e empatado quatro vezes. Sorte que os adversários que o perseguem tropeçaram. O rebaixamento ainda ronda o Fla. A equipe não consegue se afastar do Z-4. Continua em 13º, com 40 pontos, quatro a mais que o Guarani, o 17º.

O Flamengo volta a jogar no próximo sábado, contra o Atlético-MG, às 19h30m, em Sete Lagoas. No dia seguinte, o Atlético-PR recebe o Grêmio Prudente, no mesmo horário, na Arena da Baixada.


Guilherme Negueba em lance do jogo entre  Flamengo e Atlético-PR

Foi quase uma briga de foices. Os jogadores de Flamengo e Atlético-PR por pouco não trocaram mordidas no campo do Raulino de Oliveira. Partida de muito contato físico e vontade que às vezes passava da conta. Mas também houve futebol. Futebol com cara nova. O técnico Vanderlei Luxemburgo apostou em Guilherme Negueba, 18 anos, para mexer com o time dele. O garoto, descoberto chutando latinhas em Piedade, Zona Norte do Rio, se apresentou aos rubro-negros. Veloz, arisco, abusado. No primeiro lance como profissional, chutou a bola longe do gol, mas pediu o apoio da torcida. Sinal de personalidade. Deu boas arrancadas, encarou a marcação, fez Luxa sorrir no bando de reservas.

O time do técnico Sérgio Soares investiu nos contra-ataques. O quarteto ofensivo do Furacão deu trabalho. Paulo Baier, sempre perigoso na bola parada, Ivan González, Guerrón e o grandalhão Nieto incomodaram. Aos 7, Nieto recebeu cruzamento na área, cabeceou de peixinho, mas Marcelo Lomba fez boa defesa. Em ótima jogada de Vitor, aos 16, o goleiro teve de trabalhar novamente. O volante invadiu a área pela direita e disparou. Lomba pegou.

A bola aérea foi uma das melhores alternativas dos cariocas. A equipe teve mais volume de jogo, Léo Moura e Juan buscaram Val Baiano, que tentou algumas cabeçadas. Na melhor delas, aos 20, parou no goleiro Neto. Distante da área, aberto pela ponta direita, Deivid novamente não esteve bem. Se esforçou, mas abusou dos erros de passe.

Negueba tornou o Flamengo mais veloz, se movimentou por todo o campo, mas a zaga paranaense esteve segura e bem postada para conter as investidas do camisa 36, que caíra de rendimento. Renato brigou muito no meio-campo, mas esteve apagado. Os torcedores de Volta Redonda tentaram ajudar o time, incentivaram, mas o clima foi de frustração ao fim do primeiro tempo. Em nova jogada do Atlético pela direita, Maldonado derrubou Nieto na área, e o árbitro José Henrique de Carvalho, alvo de muitas reclamações dos torcedores, jogadores do Fla e de Luxemburgo, acertou e marcou pênalti. Na cobrança, Paulo Baier deslocou Lomba e abriu o placar: 1 a 0. Fla melhor, e Furacão eficiente.

Luxemburgo fez duas mudanças no intervalo. Tirou Willians e Deivid e lançou Correa e Diego Maurício, respectivamente. O Flamengo foi todo ataque, mas deu murro em ponta de faca. Cada investida era prontamente bloqueada pela defesa do Furacão. Sérgio Soares trancou a retaguarda e jogou a chave fora. Luxa deu 13 minutos a Guilherme Negueba, que não conseguia mais empolgar. Marquinhos foi chamado.

Sem conseguir invadir a área adversária, o Flamengo começou a chutar. Renato tentou, aos 17, e assustou Neto. Correa arriscou, mas esbarrou na zaga do Furacão. Pela direita, o volante, Léo Moura e Marquinhos se apresentaram bem. Num bom cruzamento, Léo achou Renato na área, mas a cabeçada tocou na trave, aos 24.

Diego e Val Baiano encontraram muitas dificuldades, tocaram pouco na bola. Quando foram acionados, erraram. Sérgio Soares lançou o atacante Bruno Mineiro para tentar prender a bola na frente. Paulo Baier usou a experiência para fazer o jogo girar. O tempo passava rápido para os torcedores rubro-negros. Ainda assim, empurraram, tentaram jogar com a equipe. Fizeram isso até o limite da paciência. Nos dez minutos finais, pediram raça.

O problema não estava na disposição. Faltou calma na hora de finalizar. O Flamengo persistiu, não quis jogar a toalha. Aos 40, Diego Maurício bateu quase da pequena área, mas o goleirão Neto fez belíssima defesa. Pouco depois, o atacante cabeceou bem perto do gol. Pela esquerda, Marquinhos deu boas arrancadas, encarou a marcação, mas foi sempre travado pelos zagueiros Manoel e Rafael Santos. No duelo de rubro-negros, o de Curitiba foi frio e preciso. A torcida que apoiou quase todo o tempo, também soube vaiar no fim.

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